Solidão (No, I’m Not a Human) | BLK



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Essa música faz parte do #DropPenumbra em colaboração com a minha nova team @Umbra_wav!
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No, I’m not a Human é um jogo eletrônico de terror psicológico em primeira pessoa desenvolvido pelo estúdio russo Trioskaz e publicado pela empresa indie Critical Reflex.
“ATENÇÃO. Não saia. Tranque as portas. Feche as persianas. Deixe apenas humanos entrar. Elimine todos os Visitantes. Um horror agoniante sobre a paranoia no fim dos tempos.”
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Nota do Filósofo: (Toc. Toc. Toc)
Tem alguém aí? Há algum ser humano que está lendo esse texto? Como podemos saber? O
jogo “No, I’m not a Human” nos convida a pensar que a definição de ser humano não é uma
mera classificação biológica, mas sim que “o essencial é invisível aos olhos” [O Pequeno
Príncipe]. A essência dos seres humanos não se revela por meio da coloração dos olhos ou
branquitude dos dentes, se revela pelo modo de ser no mundo: sabemos que não são visitantes
aqueles que são Humanos, Demasiado Humano (para lembrar a obra de Nietzsche). É somente prestando atenção aos detalhes que se mostram sutilmente que podemos determinar a humanidade dos personagens; é somente observando suas dores, suas batalhas no mundo que está completamente em caos; apenas dando atenção às suas histórias e todo o percurso até a casa do protagonista. Nesses casos, não se conhece os seres humanos por sua mera aparência e atributos físicos, há um reconhecimento da humanidade presente dentro de cada pessoa, humanidade esta manifestada por suas almas errantes que vagam em busca daquilo que essencialmente faz parte do ser humano – talvez por isso haja uma desconfiança tão grande por parte do protagonista em ser ou não um humano, pois pouco a pouco essa coisa diminui dentro de si –, isto é, a Esperança. Agora, tendo falado tudo isso, será que eu poderia entrar na sua casa? Está quente demais aqui fora.

———— Ficha técnica ————
Vocal e Composição: BLK (@blk.blackk)
Instrumental: k4sh. (@veryk4sh)
Mix/Master: YuutaMusic (@YuutaMusic)
Guitarras por WL (@wlwave)
Consultor Filosófico: M.V. Cristaldo (@murilo_cristaldo)
Direção Visual: Raph (@RaphRedd)
Editores: Invejoso, Stick, Snut, Felipe, Araiya e Kyuki
Capa, Thumbnail: Gabe (@oTeuManoGabe)
Legendas do Youtube: Kai (@kaicklas)

————— Edição —————
0:00 Introdução por @stickcalvo
0:22 Verso I por @Invejosoeditor
0:53 Pré Refrão por @feliPe
1:14 Refrão por @stickcalvo
2:00 Ponte por @kyukieditor
2:10 Verso II pt. A por @kyukieditor
2:32 Verso II pt. B por @snutedz
2:53 Verso II pt. C por @AraiyaEdits
3:04 Pré Refrão por @feliPe
3:25 Refrão por @stickcalvo
4:12 Finalização por Trioskaz, retirado do próprio jogo
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Um agradecimento especial aos maravilhosos membros nível Amigãozão ou superior do canal: @eukk3650, @felvp, @drokaS2 , @Haruki_0, @Davihenke, @AraiyaEdits, @Bn_anicovers, @Mael-32, @quinzky2, @Oigurodrw, @rafaelsoaresmachado558, @srsaiku6578, @Dekukii, @artur_zero, @brunoassix, @batatatemdrip e @PrincesinhaSofia-225! Vocês são parte fundamental de tudo isso 🤍

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Solidão (No, I’m not Human) | BLK
Solidão (No, I’m not Human) | BLK
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39 Comments

  1. É muito curioso o quanto o protagonista de No, I’m not a Human parece ser um estrangeiro para si mesmo. Ao buscar em seu interior aquilo que o torna humano, sua alma perturbada ofusca sua visão e a dúvida começa a tomar conta: será que é humano ou visitante? Para descobrir, evita analisar mais profundamente a sua própria identidade, pois aparentemente há alguns traumas insuperáveis que fizeram com que poucas vezes estivesse de frente para seus demônios: prefere ficar no nível mais superficial e se basear nos detalhes físicos que diariamente são noticiados no jornal. Sente-se deslocado dentro de sua própria casa, não se sentindo, portanto, efetivamente em casa (somente em um dos finais é que isso parece, enfim, acontecer), ainda mais precisando que mais pessoas estejam dentro dela para escapar dos perigos que rondam o local. Seu desejo de ficar sozinho e isolado (“Loneliness and Isolation”) reflete um medo particular: não quer a presença dos outros pois, se para sabermos se somos ou não humanos devemos nos reconhecer através do outro, então é melhor evitar o contato com as pessoas, tendo em vista que elas podem fazer vir à tona de dentro da alma aquilo que era mais confortável ter deixado lá nas profundezas, onde é difícil de alcançar por si próprio, onde as características físicas são deixadas de lado, onde somente o Eu pode acessar, é justamente neste local que o protagonista não está e, por conta disso, não consegue acessar. Mas e você? Já vasculhou os abismos em que se esconde a sua humanidade? Buscou reconhecer nas outras pessoas aquilo que diz respeito a você mesmo? Consegue distinguir se é Humano ou Visitante – visitante não com intenções malignas como os do jogo, mas como alguém que é autêntico e se conhece a si mesmo?

  2. MANO O CARA FEZ A MUSICA DE UM DOS MEUS JOGOS FAVOOOOOORITOS TIPO NO TOP 3 esse mano é MUITO FODA, CARA ELE AINDA COLOCOU AS REFERENCIAS E MANO COLOCAR ESSA MUSICA NO FINAL FOI UM TIRO NO PEITO MANO IMPACTOU DE MAS
    mano vc é foda cara

  3. Na moral, essa jogo da um cagaço porque mesmo sendo só um jogo simples ele também é complexo, você como o jogador se sente na pele do protagonista como se você tivesse dentro do jogo controlando ele, da aquela sensação de como você agiria se essas coisas no jogo acontecesse na vida real, uma parada bem imersiva mesmo.

  4. caralhoooooo. isso está muito bom, BLK. sinceramente, não te conhecia, mas você dedicou muito do seu talento nessa música, bro. insano. muito irado. muito sentimento. dá de discutir muito em cima do que foi abstraído e retratado aqui. foda demais

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