The MM-M: O Melhor Livro de Software?



Vocês vão encontrar dezenas de listas de “Top 10 Livros sobre desenvolvimento de Software”. Mas como realmente confiar numa lista? Vou explicar um dos critérios que eu uso para escolher.

E aproveitando o gancho do vídeo anterior, de porque blockchains não são balas de prata pra tudo, vamos ver a origem da frase Balas de Prata.

O livro The MM-M é possivelmente um dos livros que eu consideraria obrigatório a qualquer um que leve a sério a área de Engenharia de Software, particularmente como gerir um projeto de software.

Mas um livro publicado em 1975 não está atrasado? Agile não é o jeito moderno?

Vamos quebrar esses e muitos outros mitos que muitos de vocês devem ter até hoje sobre gerenciamento ágil de software.

Quando gravei eu disse que não sabia de onde tinha ouvido falar desse livro pela primeira vez, mas fui vascular meus e-mails mais velhos e sem querer achei exatamente. Foi no dia 27 de julho de 2002 (então eu estava certo, 15 anos atrás), e foi no Slashdot.org, exatamente nesta página:

Fica aqui pra posteridade 🙂

Links:

* The MM-M (
* Peopleware (
* The Pragmatic Programmer (
* Clean Code (

* Transcript:
* Audio:

source

45 Comments

  1. Incrivel que não importa o quanto você saiba programar, se comunicação e organização são ruins ou você acha que o gestor tem que entregar tudo mastigado você produz pouco

  2. Estamos em 2025. Eu trabalho em um banco gigante e os problemas contidos nesse livro são EXATAMENTE os mesmos. Essa obra é simplesmente atemporal (ou nossa gestão aqui no brasil ainda tem que aprender a resolver problemas de 50 anos atrás).

  3. Não é bem isso. Tem pouco mais de uma década que bilhões de usuários usam um software não existia nem perto disso a décadas atrás. Então o que é novo deve ser respeitado

  4. Eu achando que tava aprendendo bem e conhecendo esse canal aí percebo que eu era um sapo no fundo do poço, sabia que o céu existe, mas não sabia o tamanho dele.

  5. O meu primeiro contato com um PC foi em 87 brincando com a primeira versão do LOGO em um XT286. em 93 conheci o BASIC com um CP-200. Em 2000 resolvi retomar novamente e experimentei várias linguagens como: Clipper, C, C++, Java e me apaixonei pelo Pascal e o Delphi, hoje trabalho mais com o PHP. Mas depois desse vídeo posso afirmar como Júlio Werner… "Só sei que nada sei!" Kkk

  6. Eu já conhecia esse livro, pq vi você citando ele em outro vídeo…haha

    Excelente vídeo, essa abordagem sempre radical, científica e pragmática, é muito importante. Uma coisa que nós como programadores ou estudantes de programação (meu caso), nunca podemos perder de vista é qual é a nossa função, somos solucionadores de problemas e sempre da forma mais eficiente. E pra mim buscar a raiz do problema é buscar também a raiz da ciência que foi desenvolvida para resolver os problemas, que muitas vezes mesmo sendo atuais, já foram muitas vezes conceitualmente resolvidos a muito tempo. Sejamos mais pragmáticos e objetivos, lógica desde suas raízes filosóficas gregas até o empirismo lógico de Quine sempre foi sobre isso. E não existe uma boa programação sem lógica, pragmatismo e objetividade.

  7. Muito bom o vídeo. Eu já conhecia os livros do Brooks e do DeMarco. O The Mythical Man-Month é citado no artigo a Catedral e o Bazar do Eric S. Raymond que li por volta do ano 2000. Eu fazia bacharelado de computação (1996-2002) e como conheci o Cesar Brod em meio a organização dos primeiros FISL (POA/RS – 2000-2002) acabei buscando o livro em português para prestigiar a tradução do Cesar. Os livros do DeMarco, que constavam na bibliografia de disciplinas da computação, eu aprofundei em uma especialização na qual procurei relacionar a gestão de serviços (administração) e processo de software no ponto que tratam da participação do cliente/usuário na realização do “serviço de desenvolvimento de software”.

    Uma passagem do livro Peopleware (1990) que me marcou nessa relação desenvolvedores e usuários no processo de software sugere que “os principais problemas de nosso trabalho não são de natureza tecnológica mas sim sociológica” (p. 5) pois “os nossos sucessos vêm de interações humanas boas entre todos os participantes do esforço, e os nossos fracassos surgem das interações humanas pobres. A principal razão pela qual nos concentramos no lado técnico e não humano do trabalho não é porque aquele é mais crucial, mas sim porque ele é mais fácil” (p. 6)

  8. A minha maior surpresa nesse video e saber que existia alguma coisa no mundo antes de Pascal… Tenho certeza que isso foi descoberto pelo telescópio James Webb…. Chama o SERJAO SACANi ai uahUahuhahuahuahuahuAUHHUuha

  9. Eu havia visto esse video em 2020 e agora, que estou empregado, a minha visão sobre ele mudou completamente. A parte da "Integridade conceitual" foi um balde de agua fria em mim kkkkk

  10. Início de 2023 e estou, de fato, acompanhando seu trabalho e está sendo um divisor de águas. Uma vez que estou quebrando paradigmas que havia construído ao logo do tempo.

  11. Gostei muito sou consideralmente novo na área, mas li um PDF 100 pgs em português desse livro e abriu minha cabeça, estou doido pra compra a versão completa de 300 pgs
    Todo projeto que for iniciar com alguem, antes irei indicar esse livro e Fabio Akita pra da choque de realidade neles ksksk

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