Quando começa o transtorno bipolar? Nesta segunda aula da série eu respondo essa pergunta com o que a literatura científica realmente mede: os sinais que aparecem anos antes do diagnóstico, o tipo de episódio que abre o quadro na maior parte dos casos e a idade em que isso acontece.
Você vai entender o que é um pródromo e por que a ansiedade, a alteração do sono e o TDAH aparecem antes do primeiro episódio de humor, o que significa episódio índice e por que 59% das pessoas abrem o quadro por uma depressão — e não por mania. Vai ver a distribuição real da idade de início: 27,7% dos pacientes tiveram sintomas antes dos 13 anos, 37,6% entre 13 e 18, e a curva de idade de início não é uma só, são três subgrupos distintos.
Na segunda metade eu mostro o que muda quando o quadro começa cedo: mais recorrências, mais comorbidade, mais atraso até o tratamento correto. E o ponto mais delicado da aula, o adolescente deprimido que recebe antidepressivo antes de alguém investigar bipolaridade — com o número que mede esse risco por faixa etária: entre 10 e 14 anos, basta tratar 10 pessoas para induzir uma virada maníaca; entre 15 e 29 anos, 23.
No fim, o modelo de estadiamento: estágio 0 a 4, do risco genético sem sintoma até o curso persistente. É o que transforma o transtorno bipolar de fotografia em filme.
Cada dado desta aula aparece na tela com a fonte indexada: autor, revista, ano e número de participantes.
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Capítulos:
00:00 Quando começam os sintomas
00:39 A sequência que a pesquisa mediu
01:32 O que é pródromo
01:56 Ansiedade: o antecedente mais precoce
02:49 Sono: cada alteração anuncia uma polaridade
03:45 TDAH: comorbidade e antecipação
05:01 Episódio índice: 59% abrem por depressão
05:48 22,5% das depressões viram transtorno bipolar
06:34 Em que idade o quadro começa
07:01 O trem tem três vagões
07:30 65% começam até os 18 anos
08:44 Por que começar cedo é pior
10:26 O córtex pré-frontal é o último a ficar pronto
11:10 Álcool na adolescência e o hipocampo
12:40 Cannabis e a antecipação do início
13:55 Depressão mista no adolescente
14:12 O que perguntar antes da primeira receita
14:53 Antidepressivo: o risco muda com a idade
17:09 Estadiamento: os estágios 0 a 4
19:03 Trauma como gatilho
19:33 O que fica desta aula
Fontes citadas nos slides:
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Duffy A et al. Am J Psychiatry 2019;176(9):720-729
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Legrand A et al. Psychiatr Genet 2021;31(1):1-12
Renato R. Silva · MÉDICO: CRM-MG 54.154 · RQE 39.620
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Então o certo seria o adolescente tomar estabilizador+ antidepressivo juntos pra estabilizar o quadro, junto de um exercício físico?
Eu abri o quadro quando usei cocaína, foi uma bomba me deu paranoia sobre todo mundo, fiquei muito raivoso e quebrei coisas em casa chorando muito sem entender de onde vinha tanta paranóia, na minha cabeça tava todo mundo me enganando, vai ver tavam mesmo mas na minha mente eles queriam acabar comigo e me humilhar mas na real só queriam me vender mais droga pra lucrar mais o que é normal.
Ótima aula!
Eu tenho dois filhos com transtorno Bipolar. Mas eu nunca havia ouvido falar sobre nenhum transtorno.
Boa noite, dr. O seus vídeos são excepcionais. Didática perfeita.
Doutor Renato, porquê quando uma pessoa tem um transtorno é comum ela ter outros também?
GRATIDÃO PELAS FONTES!
Dr vc e de uma didática maravilhosa.
Precisa ser um professor universitário para ajudar esses seus colegas que têm tanta dificuldade em fazerem diagnósticos precoces evitando sofrimentos intensos ao longo da vida.
Principalmente as informações sobre o ambiente.
As pessoas tende a vitimizar o ambiente e o paciente e o vilão que nao foi um bom filho que nao obedeceu aos limites impostos.
Sou grata ter um dia feito contato com seus vídeos e ter podido fazer sua primeira pós graduação.
Dia 29/8 vou realizar o grande momento de estar pessoalmente com o Dr.
Muito obrigada …
Muito bom.
Doutor, posso abrir quadro de bipolaridade com síndrome do pânico?
Meu filho iniciou com alopécia aos 5 anos. Só aos 26 falou-se em bipolaridade. 20 anos de sofrimento interno e externo. 😢
dr. ve com seu editor aí, cortou muita coisa importante, começava a falar e não concluia o raciocínio.
Que excelente conteúdo obrigada Dr
O que houve com teu olho esquerdo?
Excelente explicação, gratidão
Sou diagnosticada com depressão generalizada crônica. Mas sei sou bipolar 😢já sofri muito 😮. Faço tratamento no CAPS e como o senhor disse'o diagnóstico é demorado. Me auto medico
Descobrir que tenho por causa do senhor
Eu comecei a ter crises com 11 anos. Começou com episódios de depressão passageira e foi erroneamente me dado o diagnóstico de princípio de epilepsia pq me dava ausência durante as crises de depressão. Comecei a observar que eu sempre ficava muito estressada antes da depressão, já era a hipomania. Mania com surto psicótico eu tive com quase 24 anos e foi quando me deram a hipótese de TAB, finalmente. Enquanto isso, parei de estudar no terceiro ano do ensino médio por crise de depressão profunda aos 17 anos, levei uns 6 meses pra melhorar. Nem antidepressivos me passaram, pq diziam que era fase da adolescência. Aos 19 anos eu devia ter ingressado na universidade e não consegui, fui péssima no vestibular pq eu estava em outra crise de depressão profunda. O transtorno me levou muito tempo que poderia ter sido poupado. Foi horrível, mas naquela época quase não se falava de TAB. Hoje estou estável há 11 anos e pouco e o máximo que posso ter tido foi hipomania, mas consegui contornar antes que virasse mania ou depressão, primeiramente com muita fé em Deus e segundo, tomando os remédios certinho, fazendo terapia e com acompanhamento psiquiátrico. Olho pra trás, e penso sim se eu tivesse tido o diagnóstico correto desde o início com 11 anos, hoje eu poderia ter conquistado muito mais coisas e realizados mais sonhos, atingido mais objetivos. Mas, sou grata a Deus pq alcancei a estabilidade. E isso, infelizmente, são pra poucos com esse diagnóstico. Muitos conseguem levar a vida, mas vivem oscilando entre uma crise e outra, tendo no máximo 2 anos de estabilidade.
Tenho depressão deste Criança, n tratei na adolescência procurei varios médicos fui Tratada com antidepressivos, mais nunca melhoro,sem que tenho bipolaridade
Agora tenho a certeza que não soube criar meu filho , não soube dar a atenção que ele precisava,aos 10 teve um episódio de medo , recebia trotes , ameaças e não dormia de medo.
Aos 15 foi usar porcarias, aos 17 misturava com álcool, aos 25 depressão, trancafiado sem falar com ninguém por 10 anos , não parava em nenhum trabalho. Como convencer um adulto que ele precisa de tratamento ? Ele diz que não tem nada , se irrita a toa , Tenho uma irmã com diagnóstico, só foi levada ao psiquiatra porque estava em surto, depois dos 50.
Todos sofreram muito nesses 50 anos , sem entender e o que fazer. Por isso vejo todos os vídeos do dr Renato e recomendo.
Gratidão 🙏
Foda é "saber" após depressão grave em adolescente sem levantar suspeita, com tia materna bipolar, e o adolescente se mata pq nenhum antidepressivo ajudou e muito provavelmente, atrapalhou 😢
Depois da morte de meu pai, quando eu tinha 5 anos, passei à ficar muito ansiosa, ficava tentando precaver as coisas, as brincadeiras e etc, as unhas viviam roídas, sono não tinha porque tinha medo do escuro, até passava mal, mas não podia recorrer à minha genitora, que ela brigava. Desde essa fase lembro de estar sempre pensando no futuro de como evitar diversos momentos hipotéticos que criava na minha cabeça
Muitobom euamo aprender
Uma coisa é abrir o quadro e outra é descobrir.
O difícil é saber quando surgiu
Minha filha caçula é adotada. Ela só teve o primeiro episódio de bipolaridade com pouco mais de 30anos, quando se casou depois de 12 anos de namoro e separou 1 mês depois. Ela nunca apresentou quadro de depressão, só mania. Ela não tem vícios e segue se tratando. Ela é excelente fisioterapeuta.
Muito bom, dr. Renato! 💯🥰👌🏻👍🏻👏🏻
Sensacional Dr.
Me lembro de ser extremamente ansiosa aos 7/8 anos. De sofrer mesmo ! E o que me diziam era que eu era uma pessoa inconstante. E eu sofria, chorava. Por não ser uma pessoa linear e ser a mesma pessoa. As pessoas chegaram a estranhar a menina que era risonha carinhosa, tinha ficado agressiva, cara fechada e chorona. Após sofrer um trauma de quase morte aos meus 28 anos, já era. Crises de medo e pânico constantes e não tenho resistência de stress. Um almoço cheio já muda meu humor, um final de semana com evento eu já entro em depressão. Estou medicada mas o stress não consigo ficar estável
Dr.Renato, a paz de Deus 🎉